Um vinho na cabana
Era a noite de um inverno chuvoso
A cabana no alto daquele morro se contrastava em meio aquele lindo campo verde
As luzes amarelas podiam ser vistas de longe
Dentro dela havia nós
O que se faz quando não há internet e mais pessoas ao redor?
Alguns achariam isso uma monotonia
Eu achava aquilo perfeito
Era eu e ele, nada mais
A lareira acesa na meia luz iluminava nossos rostos
Quantas conversas, besteiras e brincadeiras foram feitas naquele dia
Quantas descobertas
Ver ele sorrindo pra mim me trazia uma paz
Era como se eu pisa-se em nuvens
Era como tocar o céu
Não entendia como ele não gostava dele
Eu diria que era sua melhor parte
Entre músicas agitadas e calmas dançamos
Deixamos nossos corpos embalar ao som de cada ritmo
Em meio aquela dança lenta eu o olhava em seus olhos
Como sempre gostei de fazer
Nossa conexão e sintonia aumentava a cada passo
Dançamos sem pressa
Ao fim nos jogamos em um sofá vermelho que havia perto da lareira
A canseira pedia vinho
Mas quem cansa quando se tem ao lado o amor e a esperança?
Brindamos a nós
Nos acareciamos
Nos beijamos
O beijo dele dessa vez tinha sabor de vinho
Sabor de pecado
E um leve sabor de mirtilo
Sem pressa ficamos naquele beijo
Até que sinto as mãos deles a deslizar por mim
Ele sabia que eu não resistiria aquele toque
O toque de suas mãos tinha um poder sobrenatural sobre mim
Conseguia ativar todos os sensores do meu corpo
Um toque capaz de me desarmar
Além é claro, daquele olhar
Se pudesse congelaria
Cada momento
Cada segundo
Cada toque eu guardaria e reviveria por dias a fio
Ele me segurou pela cintura
Me colocou de costas
Com uma puxada de cabelo deixou meu pescoço a mostra
Passou seus lábios carnudos sobre eles
Foi me deixando cada vez mais mole
Deslizou uma mão sobre meus seios
Enquanto agarrava firme meus cabelos
Eu queria beijá-lo, mas ele sentia prazer em me torturar
Quando me soltou finalmente consegui beijá-lo
Senti sua língua dançando junto a minha
Nosso beijo encaixava como duas peças de quebra cabeça
Era impossível não morder aqueles lábios carnudos.
O mordia inteiro, na intensidade do nosso desejo
Mas como uma espécie de vingança ele me para, desce, me morde, me chupa, me bate
Eu peço mais
Peço ele
Ele me olha com aquele olhar maldoso
Me penetra com força
Me segura para que eu possa sentir cada vez mais ele dentro de mim
Eu o mordo
Em seguida só consigo olhá-lo enquanto pulso de prazer
Ele me manda abrir a boca
Logo em seguida me bate e me chama de sua
O calor que emanava dentro da cabana já era quase insuportável
Fomos para a varanda
Ele me colocou de costas apoiada no parapeito de madeira que havia ali
Segurou meus braços para trás
Dessa vez me penetrava devagar
Eu sedenta, pedia por mais
Mas maldoso que era, me fazia implorar
Mais
Mais
Maaiss
Até que deságuo entre nossas pernas
Logo em seguida me sinto ser preenchida
Nossos méis se misturam
Toda marcada, ele me deixou provada que mais uma vez eu era sua
Fomos para o banho
Com desejo de mais eu olhei os olhos dele
Sem forças pra continuar nos aconchegamos naquela cama quente
Entre beijos, toques e olhares, sentíamos o fogo arder em nós mais uma vez
Era o começo de mais uma viagem inesquecível....
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